O Programa de Educação Tutorial (PET) foi criado em 1979 sob a alcunha de Programa Especial de Treinamento, sendo coordenado pela CAPES até o ano de 1999. A partir de 31 de dezembro de 1999, o PET teve sua gestão transferida para a Secretaria de Educação Superior – SESu/MEC. No ano de 2004 o programa passou a ser identificado como Programa de Educação Tutorial.
Em 2005, com o objetivo de definir os instrumentos necessários ao aprimoramento e expansão do programa, foram criados instrumentos normativos contendo as normas operacionais do programa no âmbito do Ministério da Educação.
Destacam-se a Lei nº 11.180 e a Portaria nº 3.385, ambas de setembro de 2005. Em dezembro de 2006, foi elaborado o Manual de Orientações Básicas – MOB, com o objetivo de orientar o funcionamento do programa e garantir sua unidade nacional. Em julho de 2010 o programa foi regulamentado pela Portaria no 976, alterada pela Portaria no 343, de 24 de abril 2013.
Outro dispositivo normativo é a Resolução no 36, de 24 de setembro de 2013 que estabelece os procedimentos para creditar os valores destinados ao custeio das atividades dos grupos PET aos respectivos tutores; e, a Resolução/CD/FNDE no 42, de 4 de novembro de 2013 que estabelece orientações e diretrizes para o pagamento de bolsas a estudantes de graduação e a professores tutores no âmbito do Programa de Educação Tutorial (PET).
O PET é um programa de excelência que se compromete em aprimorar os cursos de graduação. Tem como objetivos principais: a melhoria do ensino de graduação, a formação acadêmica ampla do aluno, a interdisciplinaridade, a atuação coletiva e o planejamento e a execução, em grupos sob tutoria, de um programa diversificado de atividades acadêmicas, guiado pelos princípios basilares do ensino, pesquisa e extensão.
Cada grupo PET é composto por, no máximo, 12 Bolsistas, seis voluntários e um docente tutor. Os diversos grupos espalhados pelo Brasil interagem entre si anualmente em encontros com o objetivo de manter discussões sobre o programa e sua influência na graduação. Nomeadamente temos o Encontro Nacional dos Grupos PET (ENAPET), encontros regionais como o ENEPET e o INTERPET, que pode ocorrer em intervalos de tempo alternados e normalmente reúnem grupos PET próximos entre si. Dessa forma, o programa continua em constante evolução, trazendo benefícios às IES’s pertencentes.
O PET Integração, iniciado em 2010 na Universidade Federal do Piauí traz uma proposta inovadora com a criação de um grupo interdisciplinar composto por graduandos dos cursos de Pedagogia, Direito, Nutrição, Serviço Social e Ciência da Computação. Essa variedade de campos contribui para a construção coletiva do conhecimento, o intercâmbio de saberes e a formação acadêmica ampliada, crítica e com compromisso social.
Fundamentado no tripé Ensino, Pesquisa e Extensão, o PET Integração desempenha um papel importante na melhoria da qualidade da formação universitária de seus membros. O Programa se estabelece como um ambiente para uma experiência acadêmica única, incentivando o protagonismo dos alunos, a independência intelectual, a colaboração em grupo e o aprimoramento de habilidades técnicas, científicas, pedagógicas e humanas.
Nesse contexto, o PET Integração sugere uma abordagem inovadora para o processo de ensino-aprendizagem, fundamentada na interdisciplinaridade, na indissociabilidade entre universidade e sociedade. Por meio de ações extensionistas, projetos de pesquisa e atividades de ensino, grupo atua de forma direta junto à comunidade, valorizando os conhecimentos populares, fomentando a inclusão social e dando visibilidade a grupos invisibilizados.
Dessa forma, o programa reafirma seu papel enquanto espaço de formação integral, crítica e cidadã, fortalecendo o compromisso da UFPI com uma educação pública de qualidade, socialmente referenciada e comprometida com o desenvolvimento humano e social.
Entende-se que o grupo PET Integração assume uma dimensão especial, a começar pela sua origem que inclui estudantes de diferentes cursos de graduação em ações interligadas entre si e entre os componentes que integram o programa.
Deste modo, pode-se citar exemplos de algumas ações e a atuação do grupo em distintas áreas, como saúde, educação, direitos humanos e sociais, cidadania e tecnologias.
A atuação dos acadêmicos de Nutrição envolve ações de orientação e intervenção nutricional voltadas a crianças, jovens, adultos e idosos, visando promover uma alimentação saudável e sustentável, o que ajuda na prevenção de doenças e na melhoria da qualidade de vida.
No campo do Serviço Social, as atividades se concentram em ações educativas e reflexivas, principalmente em relação à violência contra a mulher e ao bullying em ambientes escolares e universitários. O objetivo é aumentar a conscientização sobre as relações desiguais de poder e a defesa dos direitos humanos.
Os discentes do curso de Direito contribuem para a disseminação do conhecimento a respeito da Constituição Federal de 1988, reforçando a percepção de crianças, jovense idosos como indivíduos com direitos e responsabilidades. Além disso, incentivam o pensamento crítico e a produção de textos, com ênfase no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
Por sua vez, o grupo do curso de Pedagogia traz a contribuição do trabalho lúdico com crianças e adolescentes e do uso de metodologias ativas no auxílio aos professores da educação básica, além de agir em áreas sociais com o propósito de empreender a reflexão sobre temas diversos em atuação com os demais graduandos.
Já os discentes do curso de Ciência da Computação realizam atividades voltadas à inclusão digital, oferecendo oficinas de informática básica e avançada, especialmente para pessoas idosas. Isso facilita o acesso às tecnologias e aumenta a participação social no ambiente digital.
Em continuidade aos trabalhos, esse grupo provoca diversos debates acerca da democratização do acesso às universidades públicas e seus desdobramentos nas políticas de permanência com qualidade e sucesso.
Ademais, ganham destaque as inúmeras publicações em livros e revistas científicas. Nesse contexto, como parte das pesquisas, destacam-se a integração com projetos de Iniciação Científica Voluntária (ICV), a parceria com a pós-graduação e a integração com a extensão, gerando produções com informações enriquecedoras.