CURSO ENVELHECIMENTO ATIVO: SAÚDE, CIDADANIA E INCLUSÃO DIGITAL NA TERCEIRA IDADE.
O curso de extensão “Envelhecimento Ativo: Saúde, Cidadania e Inclusão Digital na Terceira Idade” foi uma experiência marcante voltada à promoção da socialização, da saúde e da autonomia dos idosos. Desde o primeiro encontro, ficou evidente o entusiasmo dos participantes, que buscavam não apenas aprender, mas também compartilhar suas vivências e trocar saberes com os estudantes e professores envolvidos.
A proposta do curso nasceu da necessidade de oferecer aos idosos um espaço de aprendizado contínuo, voltado a temas essenciais como alimentação saudável, direitos da pessoa idosa e o uso de tecnologias digitais. Em cada aula, trabalhávamos não apenas o conteúdo teórico, mas também práticas e dinâmicas que tornavam o ambiente participativo e acolhedor.
Logo nas primeiras atividades, discutimos sobre alimentação equilibrada e a importância de adotar hábitos saudáveis que previnem doenças crônicas. Foram momentos ricos, em que muitos compartilharam suas dificuldades do dia a dia com a alimentação e aprenderam novas formas de preparo de comidas mais nutritivas. Em outra etapa, os encontros se voltaram para a conscientização sobre os direitos da pessoa idosa. Debatemos o Estatuto do Idoso, o acesso à saúde e aos benefícios sociais, além das políticas públicas voltadas à terceira idade. Esses momentos despertaram grande interesse e promoveram reflexões sobre cidadania e autonomia.
As aulas seguintes mergulharam na inclusão digital. Muitos participantes aprenderam, pela primeira vez, a usar aplicativos de mensagens, redes sociais e ferramentas para facilitar o dia a dia , como apps de transporte, saúde e leitura digital. Foi inspirador ver o brilho nos olhos de quem, após anos, conseguiu enviar sua primeira mensagem de voz pelo celular, assistir a um vídeo educativo ou acessar um curso online de forma independente.
A metodologia de avaliação foi leve e contínua. A cada encontro, observávamos o envolvimento dos alunos, as trocas de experiências e a curiosidade crescente. As dinâmicas finais e os questionários ajudaram a compreender o impacto do curso, mas foi nas conversas informais que surgiram os depoimentos mais emocionantes , muitos relataram se sentir mais confiantes, úteis e conectados ao mundo atual.
Ao final, os resultados foram além das expectativas. Os idosos mostraram avanços significativos tanto na compreensão sobre seus direitos e cuidados com a saúde quanto na apropriação das tecnologias. O curso provou que envelhecer com qualidade é possível quando há estímulo, acolhimento e aprendizado contínuo. Essa ação reforçou a importância de unir saúde, cidadania e inclusão digital para garantir uma velhice ativa, participativa e digna.
Aula 1:
- Introdução sobre o tema alimentação saudável e sustentável;
- Graus de processamento dos alimentos;
- Conhecimentos sobre a nova rotulagem nutricional;
- Dinâmica final
Aula 2:
- Relação alimentação e Doenças Crônicas Não Transmissíveis;
- Importância da associação entre Alimentação Saudável e Atividade Física;
- Reaproveitamento integral dos alimentos
- Orientações para preparo de refeições adequadas e saudáveis;
- Dinâmica final.
Aula 3:
- Introdução sobre os direitos dos idosos;
- Das políticas às ações: diretos da pessoa idosa no Brasil;
- Estatuto do idoso: avanços e desafios na atualidade;
- Vulnerabilidade e autonomia da pessoa idosa;
- Dinâmica final.
Aula 4:
- Violência contra a população idosa
-Benefícios sociais:
-Participação política e social:
-Dinâmica final;
CURSO DE REDAÇÃO PARA O ENEM
O projeto do curso de redação preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) nasceu do desejo de oferecer aos estudantes do ensino médio da rede pública um espaço de aprendizado capaz de unir técnica, reflexão e senso crítico. Realizado em oito encontros presenciais, aos sábados, o curso foi planejado com a intenção de ir além da preparação mecânica para a prova, buscava-se promover autonomia intelectual, estimular o pensamento argumentativo e fortalecer a confiança dos alunos diante de um exame que representa, para muitos, a principal porta de entrada para o ensino superior público.
Desde o primeiro encontro, o grupo foi se formando com entusiasmo. Os alunos chegaram cheios de expectativa, uns inseguros com a escrita, outros já acostumados a praticar, mas todos com o mesmo objetivo: compreender melhor a estrutura da redação do ENEM e aprimorar a própria expressão. Nas primeiras aulas, tratamos da estrutura do texto dissertativo-argumentativo e das cinco competências avaliadas pela prova. A partir desse ponto, as discussões se tornaram cada vez mais participativas. Quando se falou em repertório sociocultural, a sala se encheu de trocas , filmes, livros e experiências pessoais surgiram como exemplos que podiam ser incorporados à escrita.
As oficinas práticas foram um dos momentos mais marcantes. Durante a aula sobre “Como iniciar uma redação?”, trabalhamos juntos na construção de introduções a partir de temas escolhidos pelos próprios alunos. Cada participante teve a oportunidade de apresentar sua ideia, ouvir sugestões e aprimorar o texto em grupo. A atmosfera era de cooperação e aprendizado mútuo , ninguém ficava para trás.
Nos encontros seguintes, as competências da prova começaram a ser exploradas com mais profundidade. Na aula sobre a competência 1, reforçamos o domínio da norma culta e revisamos pontos de gramática aplicada à redação. Já nas aulas dedicadas às competências 2 e 3, os alunos aprenderam a organizar seus argumentos e a desenvolver parágrafos consistentes e coesos. A cada semana, as produções ficavam mais maduras e criativas. As dinâmicas sobre coesão e coerência ajudaram a refletir sobre como pequenas mudanças na estrutura das frases podiam transformar o impacto de um texto.
Um dos pontos altos do curso foi a aula sobre a proposta de intervenção, que tratou da competência 5. Inspirados por temas sociais contemporâneos, os alunos discutiram problemas, buscaram soluções e escreveram conclusões que respeitavam os direitos humanos ,eixo essencial da prova do ENEM. Nessas conversas, o senso crítico se manifestou fortemente, e muitos reconheceram a escrita como uma forma de atuação cidadã.
O último encontro foi um momento de celebração. Relembramos os temas debatidos, revisitamos os textos produzidos e refletimos sobre o quanto o grupo havia evoluído desde a primeira aula. As redações finais mostraram não apenas domínio técnico, mas também sensibilidade e consciência social.
Ao longo do curso, ficou evidente que essa iniciativa foi muito mais do que uma preparação para o exame. Ela representou um espaço de escuta, de exercício da cidadania e de construção coletiva do conhecimento. Em cada aluno, restou a marca do aprendizado e a certeza de que escrever é também uma forma de existir e transformar.
FEIRA DE PROFISSÕES (RODA DE CONVERSA, EAI, QUE CURSO EU FAÇO?)
A roda de conversa “E aí, que curso eu faço?” nasceu do desejo de aproximar os estudantes do ensino médio da escola pública do universo do ensino superior. Organizada pelo grupo PET Integração, a atividade teve duração de dez encontros presenciais e foi marcada pela troca sincera entre jovens que sonham com o ingresso na universidade e universitários dispostos a compartilhar suas trajetórias, desafios e descobertas.
No encontro, o ambiente foi de acolhimento e curiosidade. Os alunos chegaram cheios de perguntas , queriam entender como funcionavam os cursos, o que se estudava em cada área e quais dificuldades faziam parte da vida universitária. A equipe do PET iniciou a atividade apresentando a proposta e ouvindo os interesses do grupo. As respostas foram diversas: alguns queriam saber mais sobre Medicina ou Direito; outros demonstraram curiosidade por cursos de Artes, Tecnologia e Humanidades. A partir dessas demandas, as rodas de conversa foram sendo organizadas por áreas temáticas, sempre guiadas pela escuta ativa e pelo diálogo horizontal.
Nos momentos seguintes, cada roda trouxe uma perspectiva diferente. Quando discutimos os cursos da área da saúde, por exemplo, os convidados contaram sobre a rotina intensa, a responsabilidade do cuidado e o aprendizado que vem do contato humano. Na roda sobre Engenharias e Exatas, os estudantes se impressionaram com a diversidade das especializações e com o papel crescente da tecnologia no mundo do trabalho. Já nas conversas sobre Licenciaturas e Educação, o debate ganhou um tom de reflexão social, muitos se surpreenderam ao perceber a importância do professor não apenas como transmissor de conhecimento, mas como agente de transformação.
Um dos momentos mais marcantes foi a roda sobre o curso de Direito. O diálogo partiu de uma visão inicial bastante idealizada e, aos poucos, foi revelando a complexidade da formação jurídica. Falou-se sobre o intenso volume de leitura, os estágios, os dilemas éticos da profissão e as múltiplas possibilidades de atuação fora dos tribunais. Da mesma forma, as conversas sobre Comunicação, Artes e Design despertaram o interesse de muitos estudantes que, até então, não se viam representados nessas áreas criativas.
Além das rodas temáticas, o mural “Do que eu sei ao que eu descobri” tornou-se um símbolo do percurso vivido. No início do projeto, os alunos escreveram o que imaginavam sobre diferentes cursos; ao final, voltaram ao mural para registrar o que haviam repensado depois dos encontros. As frases mostravam transformações significativas: “Achei que Arquitetura era só desenhar, mas descobri que envolve matemática e planejamento”, escreveu uma estudante; outro comentou: “Pensei que fazer Serviço Social fosse só ajudar pessoas, agora vejo que tem muita análise crítica envolvida”.
O encerramento, com a presença dos próprios membros do PET Integração , de áreas como Direito, Nutrição e Serviço Social , foi um momento de partilha muito especial. Os alunos puderam ver, de perto, como trajetórias acadêmicas distintas podem se cruzar em projetos de compromisso social, e como a universidade pública se constrói na relação viva com a comunidade.
Ao final dos encontros, ficou evidente a importância dessa iniciativa. A roda de conversa não apenas levou informação qualificada sobre o ensino superior, mas também ajudou a reduzir a ansiedade dos jovens diante das escolhas de futuro. Muitos relataram sentir-se mais confiantes e motivados a prestar vestibulares, outros descobriram novas áreas de interesse.
Para os universitários, a experiência também foi formativa: dialogar com os estudantes do ensino médio reforçou a percepção de que a universidade pública tem um papel fundamental na democratização do conhecimento e na construção de pontes entre mundos que muitas vezes permanecem distantes.
Mais do que responder à pergunta “que curso eu faço?”, o projeto ajudou os alunos a refletirem sobre quem desejam ser e qual papel querem desempenhar na sociedade, reafirmando o poder transformador da escuta, do diálogo e da educação pública como prática social emancipadora.
CURSO TRILHANDO CAMINHOS PARA A INCLUSÃO
O curso “Trilhando Caminhos para a Inclusão: Integração Social e Cultural dos Imigrantes Venezuelanos Residentes em Teresina-PI” surgiu como uma ação de extensão comprometida com a efetivação dos direitos sociais dessa comunidade em situação de vulnerabilidade. Mais do que oferecer apoio jurídico e orientação nutricional, o projeto se propôs a construir um espaço de escuta, valorização cultural e promoção da cidadania, contribuindo para que as famílias venezuelanas se sintam acolhidas e integradas à realidade brasileira. Foram meses de busca e visitas a instituições de apoio em Teresina-Pi, para conhecer e identificar formas de aprendizado sobre os venezuelanos.
Ao longo dos encontros, os participantes puderam refletir sobre os desafios da migração, compartilhar suas experiências e receber informações práticas sobre seus direitos e deveres no Brasil. Esse diálogo intercultural revelou-se profundamente enriquecedor, permitindo não apenas o fortalecimento da comunidade imigrante, mas também a sensibilização da sociedade local diante do tema da xenofobia e dos preconceitos ainda existentes.
Um momento marcante do curso foi o seminário sobre a questão indígena, que ampliou o debate sobre diversidade étnica e direitos humanos, aproximando as temáticas de migração, identidade e pertencimento. A experiência consolidou o papel da extensão universitária como ponte entre saberes, reafirmando o compromisso da universidade pública com a inclusão, a justiça social e o respeito às diferenças.